Tecnologia asséptica ganha espaço como estratégia para uma cadeia de alimentos mais segura

Tecnologia asséptica ganha espaço como estratégia para uma cadeia de alimentos mais segura

Garantir que um alimento chegue ao consumidor com segurança envolve muito mais do que controlar a sua produção. Entre o processamento e o momento do consumo, fatores como contaminação microbiológica, condições de armazenamento, transporte e exposição do produto podem impactar sua qualidade. Em um cenário de crescente demanda por alimentos seguros e disponíveis em diferentes regiões, tecnologias capazes de proteger o produto ao longo de sua vida útil ganham relevância para a indústria.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 866 milhões de pessoas – quase 1 em cada 9 no mundo – adoecem após consumir alimentos contaminados, enquanto 1,52 milhão morrem todos os anos. O dado reforça a dimensão global do desafio e a importância de soluções que contribuam para reduzir riscos desde as etapas industriais até a chegada dos produtos ao consumidor.

Nesse cenário, a tecnologia asséptica tem um papel estratégico ao combinar diferentes etapas de proteção em um único sistema. A solução, utilizada pela SIG, fornecedora de sistemas e soluções de embalagens, envolve o tratamento do alimento e a esterilização da embalagem de forma separada, seguidos pelo envase e selamento em condições assépticas. O objetivo é evitar que microrganismos voltem a contaminar o produto após o processamento, contribuindo para preservar a sua segurança durante a vida útil.

“Quando falamos de tecnologia asséptica, não estamos falando apenas de uma embalagem que protege o produto, mas sim de todo o sistema por trás dela, que começa no tratamento do alimento, passa pela esterilização da embalagem e termina no envase em condições controladas. Cada uma dessas etapas tem um papel importante para preservar a integridade do produto até o momento do consumo”, afirma Renata Kasahara, Head de Marketing da SIG para a América do Sul.

O princípio da tecnologia está justamente na combinação entre tratamento e proteção. O alimento passa por um processo térmico desenvolvido para eliminar microrganismos que poderiam comprometer a sua segurança, enquanto a embalagem é esterilizada separadamente. Em seguida, os dois componentes são combinados em ambiente asséptico e a embalagem é selada. Dessa forma, é criada uma barreira que reduz a possibilidade de recontaminação do produto após o processamento.

Além de contribuir para a segurança microbiológica, o processo também ajuda a preservar características do alimento. Como o tratamento térmico é realizado de forma rápida, a tecnologia pode manter atributos como sabor, textura, cor e valor nutricional. Em determinadas categorias, os produtos podem permanecer estáveis por até 12 meses em temperatura ambiente, sem necessidade de refrigeração durante o armazenamento.

Ao reduzir, em determinadas categorias, a dependência da cadeia de frio, a tecnologia asséptica também amplia as possibilidades de armazenamento e distribuição. Isso permite que alimentos e bebidas sejam transportados e armazenados em diferentes condições logísticas, inclusive em regiões mais distantes dos centros de produção. Para um país como o Brasil, essa flexibilidade pode ser especialmente relevante para ampliar o alcance de produtos seguros e de qualidade.

A segurança dos alimentos, entretanto, não se limita à ausência de contaminação. A capacidade de manter alimentos disponíveis, estáveis e adequados para consumo também é parte do desafio enfrentado pelas cadeias de alimentos e bebidas. Nesse sentido, a tecnologia asséptica pode contribuir para aumentar a previsibilidade da cadeia de abastecimento, reduzir riscos de perdas durante armazenamento e transporte e ampliar o período disponível para comercialização dos produtos.

“A segurança dos alimentos também passa por garantir que o produto mantenha a sua qualidade e esteja disponível para chegar a diferentes consumidores. A tecnologia asséptica permite trabalhar essas duas frentes ao mesmo tempo, pois além de proteger o produto, cria condições para que ele seja armazenado e distribuído com maior previsibilidade”, explica Renata.

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