DHL adota embalagem térmica com autonomia de até 195 horas

Caixa DHL

A DHL Supply Chain, unidade especializada em armazenagem e distribuição do Grupo DHL, está inovando no transporte da área de saúde no Brasil com a implementação de caixas térmicas retornáveis exclusivas. A solução, batizada de Platinum, foi desenvolvida para o transporte de medicamentos e insumos farmacêuticos que exigem controle rigoroso de temperatura ao longo de toda a cadeia logística.

Criada a partir da experiência da DHL na Austrália, país que tem clima e infraestrutura parecidos com o Brasil, as caixas podem manter a temperatura da carga por mais de 96 horas e alcançar até 195 horas de proteção térmica em condições específicas. A solução utiliza painéis de isolamento a vácuo (VIP) e elementos refrigerantes reutilizáveis (PCM), que ajudam a reduzir variações de temperatura durante o transporte.

No Brasil, a companhia disponibiliza quatro tamanhos com capacidades que variam de cinco a 78 litros para atender diferentes necessidades operacionais. Além do controle térmico, a embalagem foi projetada para otimizar o aproveitamento de espaço, pois o projeto interno proporciona um ganho de capacidade cúbica em comparação com soluções convencionais, permitindo transportar mais produtos por volume e aumentar a eficiência das operações logísticas.

Outro diferencial da solução está na ampliação das possibilidades de transporte para produtos com temperatura controlada. Segundo a DHL, a combinação entre desempenho térmico e capacidade operacional permite que empresas do setor farmacêutico explorem oportunidades na malha logística brasileira, mantendo os padrões exigidos para preservar a integridade dos produtos durante todo o trajeto.

A solução Platinum integra o portfólio da DHL Health Logistics, marca do Grupo DHL especializada em saúde. “Essa cadeia exige níveis cada vez maiores de controle, segurança e eficiência. Com a Platinum, conseguimos ampliar nossa capacidade de atender essas demandas ao combinar proteção térmica, reutilização de embalagens e ganhos operacionais em uma única solução. Isso nos permite oferecer mais segurança aos clientes e fortalecer iniciativas voltadas à redução de resíduos e ao uso mais eficiente de recursos nas operações logísticas”, afirma Daniel Tavares, vice-presidente de Life Sciences na DHL Supply Chain Brasil.

A caixa foi desenvolvida dentro de um modelo de economia circular. Após a entrega, as embalagens retornam para unidades operacionais da companhia, onde passam por processos de inspeção, higienização, manutenção e recondicionamento antes de serem disponibilizadas novamente para operações. Ao possibilitar múltiplos ciclos de uso, o modelo substitui embalagens descartáveis de uso único.

De acordo com estimativas internas da DHL, baseadas em cenários operacionais específicos e na comparação com embalagens descartáveis convencionais, as caixas Platinum podem proporcionar uma potencial redução das emissões de carbono superior a 90%. Esse resultado depende de fatores como número de ciclos de reutilização, condições operacionais e do processo produtivo das embalagens comparadas.

“Além dos potenciais ganhos relacionados à redução de resíduos e ao uso mais eficiente de materiais, a solução contribui para aumentar a eficiência da cadeia logística e reduzir a geração de resíduos ao longo do processo. É uma iniciativa que combina inovação, desempenho operacional e sustentabilidade para atender às necessidades de um setor cada vez mais exigente”, explica Tavares.

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