Números foram divulgados pelo estudo macroeconômico da ABRE

A ABRE – Associação Brasileira de Embalagem, em colaboração com o FGV IBRE, anuncia a publicação da edição de agosto de 2025 do Estudo Macroeconômico da Embalagem. O levantamento atualiza as análises divulgadas em março, revisando projeções e incorporando dados mais recentes que oferecem uma visão estratégica e precisa sobre a conjuntura econômica global, nacional e setorial.
Principais Atualizações em Relação ao Estudo de Março de 2025
- Cenário global e “Efeito Trump”

Em março, o estudo apontava a incerteza econômica mundial próxima ao máximo histórico, com efeitos negativos previstos para 2025 e 2026. Já em agosto, a incerteza recuou levemente, mas segue em patamar elevado. O “Efeito Trump” continua como fator de instabilidade global, porém, com impacto inicial considerado favorável à inflação no Brasil e efeitos modestos sobre a atividade econômica.
- Projeções do PIB (2025)
As estimativas para o crescimento anual foram revisadas: Mundo 3,0% (antes 3,1%), EUA 1,9% (antes 2,2%) e Brasil 2,0% (antes 1,8%). O cenário aponta para bom desempenho brasileiro no 1º trimestre e desaceleração significativa no restante do ano.
- Inflação (IPCA)
A previsão de março indicava aceleração até 5,6%. Em agosto, a projeção foi revisada para 5,1% em 2025, sinalizando desaceleração mais rápida que a esperada, ainda que o componente de serviços siga pressionado.
- Setores econômicos
Tanto em março quanto em agosto, o estudo aponta desaceleração dos setores cíclicos (indústria de transformação e serviços). Em contrapartida, agropecuária e indústria extrativa seguem sustentando parte da atividade.
- Consumo e mercado de trabalho
Em março, a expectativa era de desemprego em alta até 7,1% em 2025. Já em agosto, os dados mostram a taxa em mínimo histórico, com projeção de 6,0% ao final do ano. O emprego formal domina a geração de vagas e a Renda Total Disponível cresce 3,6% em 2025, apoiada por benefícios sociais e formalização. Apesar disso, persistem restrições orçamentárias nas famílias e inadimplência elevada.
- Produção de embalagens

O estudo de março projetava crescimento modesto (0,6%) após forte expansão em 2024 (6,7%). A edição de agosto confirma a resiliência do setor, com expansão acima da média industrial no 1º semestre e previsão anual ajustada para 0,4% (entre -0,1% e 0,9%), com avanço disseminado entre plásticos, papel/papelão e vidro.
- Emprego no setor de embalagens

Em dezembro de 2024, havia 273.967 trabalhadores. Em junho de 2025, o número chegou a 280.598 empregados, representando 3,4% da indústria de transformação. O crescimento anual, porém, é de 1,2%, abaixo da média industrial (1,6%), refletindo expectativa de desaceleração no segundo semestre.
- Comércio exterior
Em 2024, o setor havia registrado quedas tanto em exportações quanto em importações. Já em agosto de 2025, os números mostram recuperação: exportações de US$ 325,8 milhões (+7,5%) e importações de US$ 355,7 milhões (+15,0%) até julho. Como diferencial, o estudo detalha os principais destinos por tipo de embalagem, como Argentina, Chile, EUA e União Europeia.
- Projeção de Crescimento da Produção Total:
◦ A produção de embalagens deve registrar um crescimento de 0,4% em 2025, com um intervalo de variação entre -0,1% e 0,9%. Importante ponderar que a base de crescimento é projetada a partir do alto resultado em 2024, de 6,7%.
- Análise macroeconômica global detalhada, incluindo efeitos das políticas norte-americanas e interações entre política fiscal e monetária no Brasil.
- Projeções de PIB revisadas para Brasil e grandes economias, com insights sobre setores em desaceleração e compensação via agropecuária e extrativa.
- Perspectivas de consumo com ênfase no mercado de trabalho formal, crescimento da renda, confiança do consumidor e alerta para endividamento elevado.
- Panorama do setor de embalagens, que continua operando acima da média industrial, com previsão anual positiva e crescimento disseminado por segmentos.
- Inteligência de mercado em comércio exterior, com dados atualizados e abertura inédita por países e tipos de embalagem.
Mesmo diante desse cenário, a demanda por embalagens se mantém sustentada, evidenciada pelo nível de utilização da capacidade da indústria de embalagens média do período” que está em torno de 75%.
“O desempenho do setor de embalagens em 2025 reforça sua importância estratégica para a economia brasileira. Mesmo em um contexto de incertezas, a indústria de embalagens segue crescendo, gerando empregos formais e apoiando a competitividade do país”, destaca Luciana Pellegrino, presidente-executiva da ABRE.


