
A CASA feito brasil, fabricante de cosméticos localizada em Mandaguaçu (PR), é uma marca que se posiciona como integrante brasileira da categoria de luxo no segmento de beleza. Segundo a presidente da empresa, Lena Peron, também conhecida como “Mama da feito”, a decisão de trabalhar com produtos sofisticados surgiu com a percepção de que havia espaço para competir com marcas perenes como Guerlain, Dior, Estée Lauder. “Apesar de termos a maior biodiversidade do mundo, a maior reserva de água potável do mundo, a maior variedade de tons de pele do mundo, nós não tínhamos uma representante genuinamente brasileira para brigar em pé de igualdade com essas marcas de luxo”, defende a empresária.

Recentemente, a empresa deu um novo passo. Criou uma linha voltada às vendas corporativas. “Há algum tempo, grandes empresas nos procuravam em busca de presentes corporativos, e colocamos uma executiva de contas para atender esse público de forma mais personalizada”, explica Peron. A executiva revela que havia uma demanda represada de companhias buscando itens para presentear clientes ou a própria equipe com produtos mais sofisticados, mas que as vendas eram tímidas porque os itens com valor agregado maior acabavam superando as verbas destinadas para essa finalidade. “Percebemos que tinha uma lacuna a ser preenchida com os nossos produtos. Com o mesmo rigor, a mesma qualidade, mas sem os adereços artesanais que usamos nas linhas regulares”, conta Peron. “A extensão de nossas coleções para vendas corporativas nasceu para atender marcas que queriam presentear com nossos produtos, viabilizando compras em volumes maiores.”
Para a linha corporativa, a CASA feito brasil criou formulações exclusivas como extensões de coleções regulares. “A Ziriguidum, que é uma linha premium composta pela Goiabada Hidratante, um neurocosmético do bem-estar, a Tapioca, uma espuma de banho bio-detox, e a Rapadura, um esfoliante, ganhou dois novos produtos: a Maria-Mole, que é um creme para áreas ressecadas, e a Cocadinha, um esfoliante com coco”, exemplifica Lena Peron.
Dependendo da quantidade demandada nas compras corporativas, a feito brasil comercializa itens de linha, com opções em volumes menores que os das linhas regulares. Mas a empresa também desenvolve produtos personalizados, se o cliente desejar, e diz poder customizar as embalagens. “Quando não dá para mexer na embalagem original, podemos trabalhar com caixas, fitas ou tags com as marcas das empresas.”
Para lançar essa nova categoria de produtos, contudo, a empresária diz ter encontrado dificuldades no suprimento de embalagens – nada que tenha sido diferente das barreiras enfrentadas desde o nascimento da empresa. “É muito importante que se comente sobre o impacto da área de embalagens no empreendedorismo no Brasil”, alerta Peron. Segundo ela, alguns fornecedores não olham para os pequenos e médios negócios com atenção. “Muitos só trabalham com quantidades enormes, e alguns nem nos atendem, sem se dar conta de que o pequeno hoje pode ser o grande de amanhã, e de que é nessas empresas que estão a inovação e a criatividade”, completa.
“Mas eu sou muito insistente, e tenho a meu favor o poder de convencimento”, brinca a empresária, revelando que não desiste de trazer embalagens que ajudem a contar aos consumidores as histórias dos seus produtos. “A feito brasil nunca teve investidores por trás, nunca foi uma marca gigante, mas acho que minha história e as coisas que fazemos aqui têm tanto significado, tantos valores, são repletas de boas intenções, que até os fornecedores mais chiques se abrem para nós. Então, mesmo com muitas dificuldades nessa parte de embalagens, conseguimos achar caminhos que contam uma história com significado.”

