Think Plastic Brazil: balanço estratégico de 2025 e a consolidação da internacionalização

Carlos Moreira Think Plastic
Carlos Moreira, diretor-executivo do Instituto Nacional do Plástico – INP e de projetos no Think Plastic Brazil

O portfólio Think Plastic Brazil (programa de incentivo à exportação do plástico transformado brasileiro), alcançou um desempenho notável em 2025, consolidando o Brasil como um player competitivo e inovador no mercado global de plásticos transformados. Os resultados até outubro evidenciam a eficácia de uma estratégia estruturada que une preparo interno e execução promocional disciplinada.

O esforço de promoção comercial, que envolveu 158 empresas em 13 projetos internacionais, gerou números expressivos, como negócios imediatos de 16,67 milhões de dólares e expectativa de negócios de 116 milhões de dólares.

A América Latina se mantém como o núcleo estratégico. A Argentina lidera como o principal destino das exportações do setor, com mais de 259 milhões de dólares (de janeiro a outubro de 2025), seguida por Chile, Paraguai e Peru. O destaque de crescimento é a Colômbia, que se consolida como um mercado-alvo em ascensão.

EmbalagemMarca conversou com Carlos Moreira, diretor-executivo do Instituto Nacional do Plástico – INP e de projetos no Think Plastic Brazil. Ele falou sobre as estratégias do Think Plastic Brazil para incrementar as exportações de plásticos transformados e dos resultados obtidos durante 2025.

 

Quais são os principais resultados alcançados pelo Think Plastic Brazil nas últimas feiras internacionais, em termos de negócios imediatos e prospecção para os próximos 12 meses?

Nos primeiros dez meses de 2025, o portfólio Think Plastic Brazil consolidou sua atuação como catalisador da internacionalização do setor brasileiro de plásticos transformados. Foram 13 projetos de promoção comercial realizados (entre feiras internacionais, missões comerciais e rodadas de negócios), engajando 158 empresas associadas em mercados estratégicos. Essa agenda intensa resultou em indicadores de desempenho expressivos, refletindo ganhos imediatos em vendas e um robusto pipeline de oportunidades futuras. A seguir, destacam-se os principais indicadores consolidados no período de janeiro a outubro de 2025:

  • Projetos realizados: 13 ações concluídas no exterior (feiras, missões e eventos de negócios).
  • Empresas participantes: 158 empresas brasileiras associadas envolvidas.
  • Novos contatos gerados: 4.093 contatos estabelecidos com potenciais clientes e parceiros.
  • Reuniões de negócios: 5.378 reuniões B2B realizadas entre empresas brasileiras e compradores internacionais.
  • Negócios imediatos gerados: US$ 16.671.000,00 em vendas fechadas imediatamente (resultado de 221 negócios concretizados até o momento).
  • Expectativa de negócios (próx. 12 meses): US$ 115.695.250,00 em volume de negócios projetados para o próximo ano (provenientes de 1.962 oportunidades atualmente em negociação).
  • Formulários coletados: 422 formulários de interesse preenchidos (leads qualificados e pesquisas de mercado obtidas nas ações).

Esses números evidenciam uma performance altamente positiva do portfólio até outubro, combinando ganhos tangíveis (vendas e contratos já obtidos) com benefícios intangíveis (novos relacionamentos, conhecimento de mercado e fortalecimento da imagem internacional). Nos tópicos a seguir, analisa-se estrategicamente o impacto desses resultados, assim como as perspectivas para os dois eventos restantes do ano, a feira Andina Pack (Colômbia) e a Big 5 Global (Dubai), cujos desdobramentos tendem a ampliar ainda mais os resultados de 2025.

Os resultados imediatos obtidos pelo Think Plastic Brazil em 2025 são significativos e concretos. Até outubro, as empresas participantes fecharam 221 negócios diretos durante ou logo após as ações realizadas, gerando US$ 16,67 milhões em negócios imediatos. Esse montante representa receita de exportação efetivamente conquistada no curto prazo, comprovando a eficácia das iniciativas em converter esforços de promoção em vendas reais. Em termos práticos, esses negócios imediatos trazem retorno financeiro direto para as empresas envolvidas, muitas vezes cobrindo ou superando os investimentos feitos na participação das feiras e missões. Além do ganho monetário, cada contrato fechado também reforça a presença dos produtos brasileiros no mercado externo, abrindo caminho para relações comerciais contínuas com esses clientes. Tais conquistas imediatas atestam que o portfólio não só gera visibilidade, mas também consegue transformar oportunidades em resultados palpáveis no curto prazo, algo essencial para manter o engajamento das empresas e o apoio de stakeholders.

Para além dos ganhos imediatos, o Think Plastic Brazil construiu em 2025 um pipeline robusto de oportunidades futuras. Os indicadores apontam aproximadamente US$ 115,7 milhões em expectativa de negócios para os próximos 12 meses, distribuídos em cerca de 1.962 negócios esperados em fase de prospecção ou negociação. Este volume expressivo de negócios projetados evidencia que os contatos e as relações iniciadas nas ações do ano tendem a se converter em um salto substancial nas exportações ao longo de 2025 e 2026. Em outras palavras, além do impacto imediato, cada feira ou missão gerou um efeito prolongado: as empresas retornam ao Brasil com uma carteira robusta de leads qualificados, cotações em andamento e parcerias em desenvolvimento. Esse efeito multiplicador indica confiança dos compradores internacionais nos produtos brasileiros e sugere que muitas negociações iniciadas recentemente poderão amadurecer em contratos firmes nos meses seguintes. Do ponto de vista estratégico, a forte carteira de oportunidades futuras é tão relevante quanto as vendas já fechadas, pois sustenta o crescimento exportador de longo prazo e contribui para a previsibilidade e planejamento das empresas no mercado internacional. A expectativa de mais de 115 milhões de dólares em doze meses demonstra que o portfólio está gerando valor além do momento do evento, plantando sementes para relacionamentos comerciais duradouros e volumes crescentes de negócios no exterior.

Os 4.093 novos contatos estabelecidos e as 5.378 reuniões de negócios realizadas até outubro de 2025 refletem um notável esforço de networking e ampliação de alcance internacional proporcionados pelo Think Plastic Brazil. Esses números indicam que, em cada projeto, as empresas brasileiras tiveram intensa exposição e interação com compradores, distribuidores e outros parceiros estrangeiros. A geração de milhares de contatos qualificados em diversos países significa que o portfólio está expandindo significativamente a rede de relacionamento do setor plástico brasileiro no exterior, um ativo intangível de enorme valor. Essa ampla rede é a base para parcerias estratégicas e novos negócios: cada contato estabelecido pode evoluir para uma oportunidade comercial concreta, seja no curto ou no médio prazo. Além disso, a coleta de 422 formulários de interesse demonstra uma abordagem estruturada para capturar leads e informações de mercado, permitindo um follow-up pós-evento eficaz pelas equipes comerciais.

Em termos de posicionamento internacional, o impacto dessas ações transcende os números financeiros. A presença consistente do Think Plastic Brazil em feiras globais e missões comerciais fortalece a imagem do Brasil como fornecedor confiável e inovador no segmento de plásticos transformados. Os resultados alcançados, em especial o alto volume de expectativas de negócios, evidenciam a competitividade dos produtos brasileiros e geram confiança entre importadores. Adicionalmente, a participação em eventos de grande porte traz visibilidade internacional às marcas brasileiras, permitindo que conquistem reconhecimento em mercados-chave. Em suma, os ganhos intangíveis de 2025 incluem o fortalecimento da marca Brasil no exterior, o aprendizado de tendências e exigências dos mercados internacionais, e a construção de alianças institucionais (com distribuidores, associações setoriais, embaixadas e órgãos de apoio) que irão sustentar a internacionalização do setor no longo prazo.

Apesar do desempenho já impressionante até outubro, ainda há potencial de crescimento adicional em 2025. No último bimestre do ano, o portfólio tem previstos mais dois projetos estratégicos: a participação na feira Andina Pack (Bogotá, Colômbia) e na Big 5 Global (Dubai, Emirados Árabes). Esses eventos, programados para novembro, ocorrerão em mercados de alta relevância, a América Andina e o Oriente Médio, respectivamente, e devem ampliar os resultados consolidados do ano.

Espera-se que a Andina Pack 2025, principal feira de embalagens da região andina, fortaleça a posição das empresas brasileiras na América Latina, gerando novos contatos qualificados e negócios tanto na Colômbia quanto em países vizinhos. Já a participação na Big 5 Global 2025, uma das maiores feiras mundiais de construção civil e infraestrutura, oferecerá oportunidades de inserção no mercado do Oriente Médio, que está em plena expansão. A presença brasileira na Big 5, em colaboração com a ApexBrasil, é vista como “uma oportunidade estratégica para fortalecer a presença internacional do Brasil”, facilitando acesso a um público diversificado e parcerias valiosas naquele hub global.

Com essas duas ações adicionais, o portfólio Think Plastic Brazil totalizará 15 projetos realizados no ano, o que deve elevar ainda mais todos os indicadores de desempenho. Novos contatos serão gerados, somando-se aos 4 mil já obtidos; novas reuniões e demonstrações de produto ocorrerão, possivelmente ultrapassando as 5,4 mil reuniões acumuladas; e é plausível que ocorram fechamentos de negócios in loco, incrementando o valor de negócios imediatos acima dos US$ 16,67 milhões atuais. Sobretudo, as expectativas de negócio projetadas tendem a crescer com os leads oriundos desses dois eventos, podendo aproximar as projeções totais de negócios futuros a patamares ainda mais elevados. Em síntese, há um cenário de alta para o fechamento de 2025: o desempenho já robusto deverá ser coroado por um último impulso proporcionado por Andina Pack e Big 5, consolidando um ano excepcional em termos de internacionalização.

Os resultados consolidados de janeiro a outubro de 2025 confirmam que o Think Plastic Brazil está desempenhando um papel fundamental na expansão internacional do setor de plásticos brasileiro. Com US$ 16,7 milhões em vendas imediatas e mais de US$ 115 milhões em negócios prospectados, o portfólio entrega tanto retorno comercial imediato às empresas quanto constrói um futuro promissor em exportações. A participação de 158 empresas ao longo de 13 projetos indica um engajamento setorial amplo, levando inovação e competitividade brasileira a diversos mercados globais. Concomitantemente, os milhares de contatos e interações gerados evidenciam um fortalecimento da rede de negócios internacional, posicionando o Brasil como um ator de destaque no segmento.

Estratégica e corporativamente, esses feitos tangíveis e intangíveis reforçam o posicionamento internacional do Think Plastic Brazil. O portfólio consolida sua reputação como plataforma eficaz de promoção comercial, ao mesmo tempo em que aumenta a visibilidade e credibilidade dos nossos produtos no exterior. Recomenda-se capitalizar sobre esse momentum: intensificar o follow-up dos 1.962 negócios em andamento, nutrir os relacionamentos criados e assegurar suporte contínuo às empresas para converter expectativas em contratos firmados. Também é oportuno aprofundar parcerias institucionais e ações de inteligência de mercado, aproveitando os 422 inputs coletados para aperfeiçoar estratégias conforme o feedback de compradores internacionais.

Por fim, com os dois eventos finais de 2025, há grande expectativa de fechar o ano com resultados ainda mais impressionantes, corroborando a eficácia do modelo. Vale notar que, em seus 20 anos de existência, o Think Plastic Brazil já viabilizou mais de US$ 1,24 bilhão em negócios globais, com um IGE, Índice de Geração de Exportação histórico em torno de 101:1 (US$101 gerados por cada US$1 investido). Esse histórico bem-sucedido contextualiza e dá ainda mais peso aos números de 2025, indicando que o portfólio mantém uma trajetória consistente de geração de valor.

Em resumo, a análise estratégica dos resultados de 2025 demonstra um fortalecimento claro do posicionamento internacional do portfólio e das empresas participantes, traduzido em ganhos financeiros concretos e perspectivas sólidas de crescimento futuro. Com a continuidade das ações previstas e o aprendizado acumulado, o Think Plastic Brazil tende a encerrar 2025 como um case de sucesso em promoção de exportações, pavimentando o caminho para um 2026 de oportunidades expandidas e ainda maior competitividade para o Brasil no mercado mundial de plásticos transformados.

Como a participação do Think Plastic Brazil nesses eventos contribui para o fortalecimento da presença da indústria brasileira no mercado latino-americano?

A participação do Think Plastic Brazil nas feiras internacionais em 2025 vem se mostrando decisiva para ampliar a presença da indústria brasileira de plásticos transformados no mercado latino-americano. Por meio dessas ações, o portfólio tem promovido a ampliação da rede de contatos comerciais, o fechamento de negócios imediatos e fomentado uma robusta carteira de oportunidades futuras, tudo isso inserido em uma estratégia de longo prazo cuidadosamente traçada. Em cada evento, empresas brasileiras apresentam conjuntamente suas soluções inovadoras, demonstrando unidade e competitividade, o que reforça o posicionamento estratégico do Brasil como parceiro preferencial na região. Essa abordagem integrada, combinando promoção comercial, inteligência de mercado e apoio operacional, resulta em ganhos concretos de curto prazo e consolida bases sólidas para relações comerciais duradouras, fortalecendo a confiança dos mercados vizinhos nos produtos brasileiros.

Os números obtidos até outubro de 2025 ilustram esse impacto de forma eloquente. Na Feira Internacional Envase 2025, realizada em Buenos Aires (Argentina), o Think Plastic Brazil levou 38 empresas nacionais para expor no pavilhão brasileiro. O resultado foram mais de mil reuniões de negócios realizadas em apenas quatro dias, culminando em US$ 3,715 milhões em vendas imediatas e uma prospecção de US$ 16,255 milhões em novos contratos para os próximos 12 meses. Nessa iniciativa, o estande coletivo do portfólio evidenciou como a presença articulada do Brasil em eventos regionais gera oportunidades reais de negócio e networking qualificado, além de divulgar as soluções inovadoras da indústria nacional aos compradores latino-americanos. Cada encontro firmado na Envase contribuiu para fortalecer a presença brasileira no Cone Sul, mercado em que a Argentina se destaca historicamente como destino número um das exportações do setor. Esse desempenho expressivo confirma não apenas o apelo dos produtos brasileiros, mas também a eficácia da estratégia de internacionalização adotada..

De forma similar, a incursão brasileira na Expo Nacional Ferretera 2025, em Guadalajara (México), evidenciou o potencial dessas feiras para fechamento de negócios e geração de novos leads na América Latina. A iniciativa reuniu 16 empresas brasileiras do setor de construção e utilidades domésticas, consolidando o país como um player estratégico nesses segmentos regionais. Nos três dias de evento, o pavilhão brasileiro registrou US$ 135 mil em negócios imediatos e, mais importante, projetou mais US$ 2,39 milhões em contratos futuros para os próximos 12 meses. Além das cifras, a feira atraiu um público superior a 58 mil visitantes, ampliando enormemente a visibilidade das marcas brasileiras e reforçando sua posição em mercados-chave da América Latina (e até da América do Norte). Os empresários participantes destacaram o valor do networking qualificado proporcionado pela feira, numerosos contatos e potenciais clientes que provavelmente não seriam acessados de outra forma. Esse tipo de exposição direta permite às empresas brasileiras antecipar tendências, ajustar ofertas conforme as demandas locais e construir relações de confiança com distribuidores e compradores. Conforme observado durante o evento, a atuação conjunta coordenada pelo Think Plastic Brazil permitiu que mesmo empresas estreantes no mercado externo abrissem portas que antes pareciam distantes, “plantando sementes” para colheitas futuras, na expressão de um dos participantes. Em suma, a Expo Ferretera não apenas gerou vendas imediatas, mas também estreitou laços comerciais e posicionou o Brasil como fornecedor competitivo e inovador no mercado mexicano e latino-americano em geral.

O calendário de 2025 do Think Plastic Brazil demonstra um foco claro na América Latina, e os resultados consolidados até outubro reforçam o acerto dessa prioridade geográfica. Somente nos primeiros oito meses do ano, as empresas do portfólio exportaram US$ 86,8 milhões em produtos para a Argentina, valor que representa cerca de 29,4% do total exportado pelo portfólio no período. Apesar das dificuldades econômicas regionais, o mercado argentino manteve-se resiliente, praticamente estável em relação ao ano anterior, e sua participação relativa até cresceu diante da queda de demanda em outros destinos. Igualmente notável é o desempenho na Colômbia, país que desponta como mercado-alvo em ascensão. Entre janeiro e julho de 2025, as exportações brasileiras de plásticos transformados para a Colômbia somaram US$ 46,82 milhões, superando com folga os US$ 39,86 milhões registrados no mesmo período de 2024. Tal crescimento coloca a Colômbia entre os sete principais destinos do setor, evidenciando o espaço ampliado que os produtos brasileiros vêm conquistando na região andina. Com esse pano de fundo, a participação na Andina Pack 2025 em Bogotá chega em momento oportuno: trata-se de uma das feiras mais importantes da América do Sul no segmento de embalagens e insumos, que deve atrair mais de 20 mil visitantes de toda a região. Levar um grupo de empresas brasileiras para esse evento, com todo o suporte de inteligência comercial, promoção e comunicação do Think Plastic Brazil, significa aproveitar o momentum de crescimento e reforçar a presença nacional num mercado altamente promissor. Espera-se, portanto, que a feira na Colômbia potencialize ainda mais as conexões comerciais qualificadas e resulte em novos acordos que ampliem o fluxo de exportações brasileiras para toda a região andina e caribenha.

É importante notar que essa forte atuação na América Latina não é pontual, mas sim parte de uma visão tradicional e estratégica de internacionalização da indústria brasileira de plásticos. Historicamente, os países vizinhos sempre figuraram entre os mercados prioritários devido à proximidade geográfica, aos laços culturais e às facilidades comerciais proporcionadas por acordos regionais. O Think Plastic Brazil capitaliza essa vantagem histórica com uma abordagem profissional e consistente: desde sua criação, há duas décadas, o portfólio já apoiou mais de 240 ações de promoção comercial no exterior, viabilizando 64.366 reuniões de negócios e gerando US$ 1,247 bilhão em negócios para as empresas participantes. Esse esforço contínuo envolveu investimentos de aproximadamente US$ 12,3 milhões e retornou, em média, US$ 101 para cada dólar aplicado, um indicador impressionante de retorno sobre investimento (IGE – Índice de Geração de Exportação) que valida a eficácia das feiras e missões comerciais apoiadas. No caso específico da América Latina, a trajetória de participações recorrentes, por exemplo, seis edições da Envase na Argentina desde 2009, permitiu consolidar a marca brasileira no setor de plásticos na região. A cada nova edição, as empresas constroem sobre os relacionamentos forjados anteriormente, aprofundando a confiança dos parceiros locais na capacidade do Brasil de entregar qualidade, inovação e compromisso. Dessa forma, eventos anuais tornaram-se verdadeiros encontros de relacionamento, onde a marca Brasil se fortalece como sinônimo de solução confiável e competitiva.

Em longo prazo, os reflexos dessa estratégia são tangíveis. O que inicialmente se traduz em vendas e contatos imediatos evolui para parcerias de médio e longo prazo, contratos recorrentes e expansão sustentada das exportações. A consolidação da marca brasileira no exterior, seja a marca institucional Brasil ou as marcas individuais das empresas, é reforçada pela presença constante e profissional em feiras internacionais, transmitindo aos compradores estrangeiros uma mensagem de seriedade, continuidade e valor agregado. Com isso, aumenta-se a confiança do mercado latino-americano nos nossos produtos, um fator intangível que se traduz em preferência nas decisões de compra e em abertura para novos negócios. Por exemplo, quando a Argentina se mantém há anos como nosso maior importador regional ou quando a Colômbia mostra crescimento constante nas importações do Brasil, há um elemento de confiança e reputação por trás desses números, construído justamente por anos de interação e entregas bem-sucedidas. Esse círculo virtuoso impulsionado pelo Think Plastic Brazil garante a continuidade das exportações: os clientes existentes fortalecem seus laços com fornecedores brasileiros, enquanto novos clientes são atraídos pela reputação positiva e pelos casos de sucesso acumulados.

Em síntese, a participação do Think Plastic Brazil nos eventos internacionais do setor em 2025, coroando uma série de ações até outubro e projetando-se nas feiras finais como a Andina Pack, contribui decisivamente para o fortalecimento da presença brasileira no mercado latino-americano. Ela o faz ao gerar negócios imediatos e futuras oportunidades, ao ampliar o networking e a visibilidade das empresas nacionais, e ao posicionar estrategicamente o Brasil como líder regional em inovação e competitividade no segmento de plásticos. Mais do que cifras, essas iniciativas constroem um legado de confiança e parceria: os países latino-americanos passam a enxergar o Brasil não apenas como um fornecedor pontual, mas como um parceiro de longo prazo, comprometido em atender às necessidades do mercado regional. Esse fortalecimento contínuo da marca e da presença brasileira resulta, em última instância, na consolidação do nosso setor no exterior, garantindo que as exportações não apenas se mantenham, mas cresçam de forma sustentável nos anos vindouros, um objetivo central de qualquer estratégia séria de internacionalização corporativa.

 Qual o principal destino das exportações do setor de produtos transformados em plástico brasileiros?

Entre janeiro e outubro de 2025, os principais destinos das exportações brasileiras de produtos transformados em plástico refletem a consolidação da presença nacional em mercados estratégicos da América Latina. A Argentina lidera com ampla margem, tendo recebido mais de 259 milhões de dólares em produtos do setor, mesmo com uma leve retração de 4,4% em relação ao mesmo período de 2024. Essa manutenção da liderança confirma a solidez do relacionamento comercial entre os dois países, sustentado por laços históricos, complementaridade industrial e proximidade logística, elementos que tornam o mercado argentino essencial para o desempenho exportador do setor.

O Chile surge como o segundo maior destino entre os países latino-americanos considerados, com pouco mais de 112 milhões de dólares exportados em 2025. Apesar de uma queda expressiva de 16,3% no comparativo anual, o país mantém-se como um parceiro regional relevante, especialmente para segmentos como embalagens, filmes e utilidades domésticas. Na sequência, o Paraguai ocupa a terceira posição, com mais de 89 milhões de dólares exportados e um desempenho praticamente estável em relação ao ano anterior. Esse mercado, que tradicionalmente se beneficia do papel redistributivo do comércio regional, continua sendo um canal estratégico de escoamento para os produtos brasileiros.

O Peru, com aproximadamente 77 milhões de dólares em importações, ocupa a quarta posição. Apesar da retração de 8,9%, o país segue como um destino relevante na América Andina, sobretudo no setor de bens de consumo e materiais de construção. A Colômbia aparece logo em seguida, com pouco mais de 62 milhões de dólares em exportações brasileiras e uma leve alta de 1,5% em relação a 2024, consolidando uma trajetória ascendente que deve ganhar força com a participação do Brasil na feira Andina Pack, que ocorre no país. A continuidade desse crescimento reforça o papel da Colômbia como mercado prioritário no plano de internacionalização setorial.

A Bolívia, com cerca de 57 milhões de dólares, manteve uma posição estável entre os destinos mais importantes, mesmo com leve retração de 2,3%. O país é historicamente uma porta de entrada para produtos brasileiros na região andina, com boa receptividade às soluções produzidas nacionalmente. Os Estados Unidos, embora fora da América Latina, merecem menção pela posição expressiva que historicamente ocupam. Em 2025, as exportações brasileiras para o mercado norte-americano somaram aproximadamente 56 milhões de dólares, com queda significativa de 23,6%, indicando necessidade de reavaliação de estratégias comerciais e técnicas para esse mercado altamente competitivo.

O Uruguai, com quase 50 milhões de dólares exportados, registrou retração de 13,7% em relação a 2024. Ainda assim, continua como destino relevante, em especial no setor de utilidades domésticas e bens de consumo leve. Por fim, o Equador completa o grupo dos dez principais destinos, com aproximadamente 32 milhões de dólares em exportações e crescimento de mais de 6% em relação ao ano anterior, um sinal de que há espaço para ampliar a presença brasileira naquele mercado, principalmente em nichos industriais e construção civil.

A análise conjunta dos dados reforça a centralidade da América do Sul para o setor de plásticos transformados do Brasil, não apenas pelo volume exportado, mas também pela consistência e continuidade dessas relações comerciais. A presença brasileira nesses mercados é fruto de uma estratégia sólida de internacionalização que valoriza o histórico de cooperação regional, as afinidades logísticas e culturais e os investimentos em promoção comercial estruturada. Isso posiciona o Brasil como um parceiro confiável e relevante para a indústria plástica em toda a América Latina.

 

Além dos resultados financeiros, quais outros indicadores, como número de empresas participantes e reuniões de negócios, superaram as projeções nessas feiras?

Além dos resultados financeiros expressivos alcançados nas feiras internacionais, os indicadores operacionais e institucionais do Think Plastic Brazil demonstram um desempenho que ultrapassou significativamente as projeções originais, sustentando o avanço estratégico da internacionalização do setor. Com base na estruturação dos vetores promocional e estruturante, os eixos e temas estratégicos foram fundamentais para que os objetivos fossem alcançados com alta performance, refletindo não apenas em valores exportados, mas em engajamento efetivo e evolução das empresas apoiadas. O número de empresas participantes nas ações internacionais, por exemplo, superou as expectativas para o ciclo 2024–2025. Em apenas dez meses de 2025, 158 empresas participaram de 13 projetos, número que já se aproxima da meta anual projetada para o período, indicando um envolvimento empresarial robusto e em crescimento constante. Esse desempenho evidencia a efetividade dos vetores estruturantes como desenvolvimento empresarial, inteligência de mercado e central de serviços, os quais prepararam o setor com base em ações de qualificação, coaching e apoio operacional, garantindo que um número maior de empresas estivesse apto a ingressar ou se aprofundar em mercados externos.

 

Outro indicador que ultrapassou as metas estratégicas foi o número de reuniões de negócios. Até outubro de 2025, foram registradas 5.378 reuniões entre empresas brasileiras e compradores internacionais, o que demonstra o acerto do eixo de promoção comercial dentro do vetor promocional. Este resultado é reflexo direto dos esforços contínuos do portfólio em gerar oportunidades comerciais reais por meio de feiras, missões e rodadas de negócios. Os temas estratégicos como diversificação de mercados, geração de novas oportunidades internacionais e ampliação qualificada da promoção comercial foram fundamentais para alcançar esse nível de performance. Tais metas, definidas com base em critérios de governança robustos e alinhadas à metodologia própria desenvolvida no planejamento estratégico do portfólio, foram superadas antes mesmo da realização dos dois últimos eventos do ano, sugerindo que o desempenho final de 2025 poderá inclusive consolidar-se como histórico.

Cabe destacar que esses resultados não são casuais. A superação das projeções está diretamente associada ao alinhamento da execução com os vetores estratégicos definidos no planejamento 2024–2028. Os vetores estruturante e promocional sustentam, respectivamente, a base e a visibilidade das ações. Eixos como capacitação e coaching, gestão de clientes, vantagem competitiva e promoção de imagem garantem que o apoio à internacionalização ocorra de maneira transversal e profunda, oferecendo um suporte contínuo e segmentado às empresas. Além disso, a introdução de ações específicas para verticais como construção civil, agrobusiness, brinquedos & puericultura e insumos para transformação ampliou o alcance do portfólio, trazendo novas empresas e reforçando o posicionamento estratégico do Brasil em diferentes segmentos.

A lógica do mapa estratégico adotado pelo Think Plastic Brazil, que conecta vetores, eixos, temas e objetivos, criou um ambiente de governança eficaz para a gestão de metas e indicadores. Essa arquitetura estratégica permitiu não apenas uma execução tática eficaz, mas também uma clara conexão entre os indicadores de desempenho e os pilares institucionais do portfólio. A meta de alavancar o valor exportado, ampliar a base de empresas participantes, fortalecer a imagem do setor e expandir a presença brasileira em novos mercados tem sido alcançada com consistência, o que comprova a maturidade do portfólio em seu papel de plataforma estratégica de referência para o setor de transformados plásticos. Em suma, os indicadores superados revelam que o sucesso do Think Plastic Brazil nas feiras internacionais vai muito além dos valores financeiros, consolidando um modelo de internacionalização baseado em estratégia, estrutura e resultado.

 

Qual a sua visão sobre a consistência da estratégia de internacionalização adotada pelo Think Plastic Brazil, considerando os resultados obtidos tanto na Envase quanto na Pack Expo?

A estratégia de internacionalização do Think Plastic Brazil mostra consistência e maturidade, pois combina uma base estruturante sólida com execução promocional disciplinada e medição de resultados ao nível de cada projeto. A série histórica da Envase confirma esse desenho. Entre 2023 e 2025, o número de empresas atendidas subiu de 28 para 38, os contatos qualificados cresceram de 770 para 1.054 e os negócios imediatos saltaram de US$ 1,3 milhão para US$ 3,715 milhões. O movimento indica ganho de produtividade comercial por empresa, melhor preparo pré-feira e maior taxa de conversão no curto prazo. A expectativa para 12 meses, que havia alcançado US$ 50,595 milhões em 2023, foi de US$ 16,255 milhões em 2025, comportamento compatível com um ciclo mais rápido de decisões e com pipeline menos inflado por projeções, resultado típico quando o time prioriza reuniões de maior aderência e qualifica melhor a carteira de leads antes do evento. Em outras palavras, o portfólio não apenas aumentou escala, ele elevou densidade de oportunidades e trouxe resultado financeiro mais imediato.

Na Pack Expo, que funciona como plataforma de consolidação na América do Norte, a mesma lógica se repete, com ênfase em construção de reputação, acesso a compradores corporativos e reforço de atributos de design, inovação e conformidade técnica. A presença do portfólio em feiras dessa envergadura é respaldada por um arcabouço de governança e gestão por indicadores que não depende de um evento isolado. Os vetores estruturante e promocional se articulam por eixos claros, desenvolvimento empresarial, inteligência de mercado, central de serviços, promoção comercial e promoção de imagem, e por temas como diversificação geográfica, qualificação de clientes e diferenciação via design e ESG. Essa arquitetura, associada ao uso de CRM e comitês de acompanhamento, sustenta a recorrência de entregas, amplia o efeito multiplicador sobre as exportações e garante previsibilidade ao funil de geração de demanda. O histórico acumulado do portfólio em feiras e projetos compradores, com milhares de reuniões e forte alavancagem entre negócios imediatos e expectativas futuras, reforça que os resultados observados na Envase e na Pack Expo não são episódicos, são fruto de uma estratégia executada com método, metas e controle.

 

Quais são os próximos passos ou estratégias futuras do Think Plastic Brazil para continuar impulsionando a internacionalização do setor de plásticos transformados?

Os resultados dos 200 projetos executados em 2024 e 2025 demonstram um portfólio maduro, com disciplina de execução e capacidade de entregar acima do planejado. O total de negócios alcançou 271,32 milhões de dólares, superando com folga a previsão de 205,17 milhões. As vendas imediatas chegaram a 34,36 milhões, ante 19,91 milhões previstos, e a carteira para os próximos doze meses atingiu 236,96 milhões, acima da projeção de 185,26 milhões. O desempenho ocorreu com menor uso de recursos de promoção comercial, o investimento Apex considerado ficou em 1,97 milhão frente ao previsto de 2,29 milhões, o que elevou o IGE, índice de geração de exportações, de 89,61 para 138,02. A mobilização também excedeu as metas operacionais. Participaram 586 empresas quando se estimavam 532 e foram realizadas 10.882 reuniões de negócios diante de 9.868 previstas, indicador clássico de pressão comercial qualificada e de funil mais denso. Em paralelo, a base estruturante avançou. Quarenta e três cursos foram avaliados com nota média de 4,72 em cinco pontos, mais de 17,9 mil profissionais inscritos e 26 mil acessos à plataforma durante os eventos. Noventa e nove por cento dos participantes afirmaram ter adquirido conhecimento e 98 por cento disseram que a capacitação atendeu expectativas. A agenda foi ampla e equilibrada, com vinte e seis feiras internacionais, doze missões comerciais, seis projetos compradores, vinte e quatro visitas técnicas, vinte e uma ações de promoção de imagem, vinte e cinco entregas da central de serviços, trinta iniciativas de inteligência de mercado e treze projetos de inovação, design e ESG. O conjunto mostra coerência entre promoção e preparo interno, resultando em maior conversão e melhor uso de recursos.

Para o biênio 2026 e 2027, a estratégia projeta continuidade com aprofundamento. O desenho permanece ancorado em dois vetores que se retroalimentam. O vetor estruturante sustenta competitividade, governança e previsibilidade por meio dos eixos central de serviços, desenvolvimento empresarial, inteligência de mercado e inovação, design e ESG. Isso significa manter um calendário robusto de capacitação e coaching executivo, gestão por CRM e escritório de projetos, produção contínua de estudos setoriais e competitivos, e consolidação de iniciativas que posicionam o setor como formador de tendências, com destaque para o World Plastic Connection Summit e programas de design e sustentabilidade. O vetor promocional transforma essa prontidão em demanda, reputação e vendas por meio dos eixos promoção comercial e promoção de imagem, com feiras de porte, missões dirigidas, projetos compradores, vitrines setoriais e campanhas de comunicação nos mercados alvo.

As metas dão cadência e mensuram avanço. O portfólio prevê ampliar o número de empresas apoiadas e exportadoras, acelerar novas entrantes e aumentar o valor exportado, com prioridade para a conversão de expectativas em contratos por meio de rotinas de pós-evento mais intensivas. A lógica inclui qualificação prévia dos leads, curadoria de agendas B2B e acompanhamento de propostas, preservando a relação direta entre reuniões realizadas, taxa de fechamento e IGE – Índice de Geração de Exportação. Haverá atenção especial a espaços e localização em feiras para elevar o padrão de atendimento, com acomodações que favoreçam demonstrações técnicas e reuniões reservadas, além da continuidade da categoria Expert Plus para empresas que demandam posicionamento de marca mais sofisticado. A diversificação geográfica avança de forma responsável, mantendo a América Latina como núcleo traction e escalando ações em África e Oriente Médio onde já existem sinais claros de demanda. O plano também amplia os mecanismos de inclusão regional no Brasil, com sensibilização e formação de empresas do Norte e Nordeste para integrar o portfólio e participar do pipeline internacional.

A inteligência de mercado seguirá guiando a priorização de países e verticais, com análises recorrentes de ambiente competitivo, requisitos técnicos e canais de acesso, garantindo que a promoção esteja sempre amparada por evidências. A governança permanece ativa com comitês e indicadores por objetivo estratégico, combinando métricas de valor exportado, número de empresas apoiadas, novas exportadoras, reuniões efetivas, taxa de conversão e IGE – Índice de Geração de Exportação por projeto. Em síntese, os próximos passos preservam o que funcionou, escala de projetos, qualificação de agenda e disciplina de follow up, e agregam profundidade, espaços melhores, comunicação internacional mais forte e decisões guiadas por dados. A experiência recente comprova que essa arquitetura gera resultado financeiro e institucional. Ao replicá-la com rigor no biênio 2026 e 2027, o Think Plastic Brazil tende a ampliar capilaridade, elevar o valor agregado das exportações e consolidar o Brasil como referência regional e global em inovação, design e sustentabilidade no segmento de plásticos transformados.

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