De olho no papel, mas com a atenção nas estruturas monomaterial

De olho no papel, mas com a atenção nas estruturas monomaterial
Tendência de “paperização” amadureceu (fotos: Messe Düsseldorf Tillmann)

A edição de 2023 da Interpack trouxe como protagonista a tendência da “papelização” (neologismo derivado do termo em inglês “paperization”), materializada em múltiplas ofertas de soluções à base de papel para reduzir o uso de outros materiais (leia-se plástico…) nas embalagens. Apesar de as inovações no mundo das celulósicas continuarem muito presentes, o que se viu em 2026 foi um amadurecimento dessa rota.

Se, antes, a movimentação era enorme para demonstrar que o papel poderia dar conta das mais diversas aplicações, e que isso era questão de tempo, 2026 serviu para exibir algumas soluções realmente viáveis de uso de papel, papel cartão, papelão ondulado e polpa moldada em escala industrial, com desempenho técnico e operacional e com custos competitivos. Vale destacar o grande número de soluções que combinavam os materiais celulósicos com outras estruturas – algo que, com os sistemas mais automatizados de reciclagem existentes na Europa causa menos problemas.

Fabricantes de equipamento estão mais preparados para trabalhar com novos materiais

As barreiras técnicas melhoraram. Os fabricantes de equipamento estão mais preparados para trabalhar com esses materiais. E os desenvolvimentos dos fornecedores desses materiais, bem como da indústria de transformação, evoluíram muito nesses três últimos anos.

Mas os plásticos não ficaram parados. Os esforços (já bastante presentes em 2023) para responder às pressões que o material vem sofrendo para entregar melhores resultados ambientais resultaram em uma vasta gama de opções de estruturas monomaterial para embalagens – com barreiras melhores, mais delgadas e com ótimo desempenho nos equipamentos de impressão e envase.

Os plásticos deram um salto significativo também no que tange ao uso de resina reciclada pós-consumo, com muitos estandes mostrando aplicações nesse sentido. 

Vale lembrar que a PPWR (Packaging and Packaging Waste Regulation) vem elevando a régua ambiental para toda a cadeia de embalagens – regulamentação que afeta não apenas as empresas europeias, mas também aquelas que exportam para a região. E isso, certamente, está por trás dos avanços apontados acima. O olhar deixou de ser colocado simplesmente em sustentabilidade, e o foco foi transferido para soluções de circularidade.

A boa notícia para todo o setor é que os fornecedores de equipamentos definitivamente entraram no jogo e vêm trabalhando em proximidade com o restante da cadeia produtiva para fazer com que esses desenvolvimentos na área de materiais de embalagem não afetem o desempenho e a velocidade das linhas de processamento e envase. Veja mais AQUI.

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