Associação destaca protagonismo do setor como parte das soluções para os desafios climáticos globais

A Associação Brasileira de Embalagem (ABRE) participa da COP30 com uma mensagem clara: a circularidade das embalagens é peça-chave na transição para uma economia de baixo carbono e de menor desperdício. A entidade leva à conferência sua visão de que a inovação em design, materiais e processos produtivos é fundamental para alcançar as metas climáticas e garantir sistemas produtivos mais sustentáveis e inclusivos.
Representando a ABRE, participam do evento Luciana Pellegrino, Presidente Executiva e também Presidente da World Packaging Organization (WPO), e Isabella Salibe, Gerente de Sustentabilidade e Projetos Especiais. Luciana falará na Blue Zone, área restrita a convidados, abordando o papel das embalagens no avanço da economia circular e na redução das emissões industriais.

Já Isabella participa da Green Zone, aberta ao público, com uma apresentação sobre o trabalho institucional da ABRE e as iniciativas que conectam consumo, circularidade e inovação. Um dos destaques será a plataforma Lupinha, criada em 2023, durante o 20º Congresso de Embalagem e Consumo.
A ferramenta orienta consumidores sobre o destino correto das embalagens ao fim do ciclo de uso, ampliando a conscientização e as taxas de reciclagem. O projeto fortalece cooperativas de catadores, padroniza a comunicação entre marcas e órgãos reguladores e promove acessibilidade para mais de 7 milhões de brasileiros com deficiência visual.
A apresentação contará também com a presença de Toninho Catador, curador do programa e vice-presidente da Rede Sul e Sudoeste de Minas Gerais. Com mais de quatro décadas dedicadas à reciclagem, ele fundou a Cooperativa Ação Reciclar e a Conexão SA, referência em gestão de resíduos e inclusão produtiva.
Brasil no centro da agenda climática
A realização da COP30 no país é vista pela ABRE como uma oportunidade histórica de demonstrar a contribuição estratégica do setor de embalagens para a sustentabilidade global — seja na segurança alimentar, na redução de emissões ou na integração de cadeias produtivas à economia circular.
“As embalagens são essenciais para uma sociedade que busca soluções efetivas de sustentabilidade. Elas reduzem perdas e desperdício de alimentos, fortalecem a circularidade e contribuem para um modelo de consumo mais eficiente e de menor impacto ambiental”, destaca Luciana Pellegrino, Presidente Executiva da ABRE e da WPO.
Durante a conferência, a entidade pretende aprofundar o diálogo com governos, empresas e instituições multilaterais, defendendo políticas de incentivo à inovação, à reciclabilidade e à descarbonização industrial — pilares de um setor cada vez mais alinhado aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e ao Acordo de Paris.
“O futuro das embalagens é regenerativo. Significa repensar materiais, processos e modelos de negócio para que o valor circule e o impacto ambiental diminua. Essa é a contribuição que o Brasil pode levar à COP30”, complementa Luciana.
Circularidade como resposta às metas globais
Segundo Isabella Salibe, estudos do setor indicam que a reciclagem global de embalagens plásticas poderia evitar até 40 milhões de toneladas de CO₂e por ano, enquanto o uso de papel e papelão reciclado pode reduzir em até 74% as emissões em comparação ao uso de fibras virgens.
Essas iniciativas se alinham à Declaração sobre Agricultura, Sistemas Alimentares e Ação Climática, que propõe integrar toda a cadeia — do campo à embalagem — às metas climáticas nacionais até 2025. O compromisso também prevê o fortalecimento de parcerias público-privadas, financiamento de soluções sustentáveis e valorização do trabalho decente em toda a cadeia de consumo e reciclagem.


