Seara desenvolve bandejas premium para frango resfriado

Tecnologia de conservação e embalagem transparente reposicionam categoria e ampliam valor no varejo

Seara frango

Seara, da JBS, traz ao mercado brasileiro uma nova geração de embalagens para frango, com o objetivo de reposicionar o segmento diante de um mercado com perspectiva de expansão. A empresa diz que o movimento agrega valor a uma categoria historicamente tratada como commodity.

A iniciativa combina design de embalagem com maior transparência e uma técnica de conservação que traz a tecnologia de Atmosfera Modificada (ATM), processo que substitui o oxigênio por uma mistura de gases purificados para desacelerar a oxidação, que garante um produto mais seco e preserva o frescor por mais tempo, sem uso de nenhum conservante ou aditivo. A solução também inclui um sistema de dupla absorção que reduz a presença de líquidos na embalagem.

Segundo a Seara, o modelo traz ganhos operacionais e sanitários para o varejo, ao eliminar a necessidade de manipulação dos cortes antes da exposição nas gôndolas.

Segundo Daniela Zucchini, diretora de Marketing, Trademarketing e Mercado Externo da Seara, o projeto nasceu a partir de conversas com consumidores e varejistas sobre os desafios da categoria. “Entendemos as dores na comercialização de resfriados ouvindo os consumidores da marca e 35 redes supermercadistas. A partir daí, buscamos benchmark em mercados já desenvolvidos em soluções de frangos resfriados, como Reino Unido e Estados Unidos. Isso foi fundamental para reposicionar a categoria e oferecer produtos prontos para exposição, porcionados na medida certa para agregação de valor no ponto de venda”, afirma.

A nova linha chega ao mercado com cinco cortes: filé de peito (600 g), coxinha da asa (600 g), sobrecoxa (600 g), filé de sobrecoxa (600 g) e sassami (700 g).

Para a marca Macedo, tradicional em Santa Catarina, a estratégia inclui lançar o primeiro frango inteiro resfriado peso fixo do Brasil com a mesma tecnologia de embalagem dos cortes, substituindo o saco plástico. O produto, que também é vendido na bandeja premium, tira a necessidade de manuseio do varejista, que pode apenas precificar e colocar na gôndola.

O investimento ocorre em um momento de boas perspectivas para o segmento de resfriados no Brasil. Dados da Kantar indicam que a categoria tem espaço para crescer: atualmente, os produtos resfriados representam cerca de 45% do mercado de aves, enquanto os congelados respondem por 55%.

Entre os fatores que impulsionam essa expansão está a busca por conveniência. Segundo um estudo conduzido internamente pela Seara, que contemplou 500 consumidores, 30% priorizam frescor e a possibilidade de visualizar o produto no momento da compra. Nesse cenário, a gestão da gôndola de resfriados ganha importância estratégica para o varejo, ao permitir maior diferenciação da oferta e atrair consumidores interessados em produtos prontos para consumo imediato.

“Colocar o cliente no centro das decisões é um processo contínuo. Desenvolvemos uma solução que simplifica a rotina de compra, facilita o manuseio no varejo e eleva o padrão de conveniência da categoria”, diz Zucchini.

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