Por Matheus Castro*

Segundo a Associação Brasileira de Embalagem (ABRE), as soluções em papel, papel cartão e papelão representam cerca de 40% do mercado de embalagens, sendo fundamentais para setores como alimentos, bebidas, eletrônicos e e-commerce.
O estudo “Tendências e Tecnologias de Sustentabilidade para o Mercado de Embalagens de Papel“, realizado pela BASF, aprofunda-se nesta transformação. O levantamento aponta que a expansão do segmento é impulsionada pela percepção positiva dos consumidores e pelo desempenho ambiental superior em comparação a outros materiais, embora exija novas tecnologias.
A digitalização e os novos avanços remoldam as embalagens de papel em uma poderosa ferramenta de transformação e comunicação para as marcas, com inovações que envolvem o desenvolvimento de embalagens inteligentes (Smart Packaging) com sensores e QR Codes para rastreabilidade, assim como o monitoramento do frescor dos alimentos.
As tendências indicam um futuro focado em ecodesign, tecnologia e materiais inovadores. O objetivo é um desenvolvimento ecológico que facilite a reciclagem, priorize o uso de conteúdo reciclado e otimize os recursos.
Quatro pilares conectarão o futuro do mercado de embalagens de papel à sustentabilidade:
- Ecodesign para a circularidade: uso eficiente de recursos e maior aplicação de conteúdo reciclado, inovação no design e funcionalidade.
- Pegada de Carbono reduzida: adoção de opções de baixo carbono por meio do uso de energia verde e mecanismos de compensação.
- Biodiversidade e preservação do Capital Natural: operações que garantam sustentabilidade para preservação das matérias-primas essenciais a longo prazo.
- Tecnologia Integrada: desenvolvimento de soluções inteligentes que agregam valor e funcionalidade.
Para que esses avanços se concretizem, é essencial o envolvimento de todos os elos da cadeia — desde a pesquisa e desenvolvimento, passando por designers, fabricantes e brand owners (as grandes marcas). Essa necessidade de colaboração é reforçada por especialistas como Anderson Maia, responsável pela gestão de desenvolvimento de novos mercados na Papirus.
Em sua participação no podcast “Embalagem em Pauta com a BASF”, destaca que a demanda dos consumidores já provoca melhorias significativas, com uma clara transição de materiais no varejo. Maia também reforça a importância de tornar a reciclagem comercialmente viável. Ele cita como exemplo o desenvolvimento de barreiras no papel que o tornam mais resistente à água e ao óleo, permitindo que seja reciclado e reintroduzido na cadeia como conteúdo pós-consumo.
Um exemplo prático dessa força motriz de circularidade é o programa da Papirus de reciclagem de embalagens de medicamentos, realizado em parceria com grandes drogarias. O material é descartado em pontos de coleta disponíveis nas redes de farmácias pelos consumidores finais, retrabalhado e reintroduzido na produção de papel cartão, completando a economia circular com o apoio de parceiros logísticos e cooperativas.
Conectados com essas tendências, temos um compromisso que vai além de nossas próprias operações: ele está no centro de nossa estratégia de crescimento e se reflete em metas ambiciosas de proteção climática, incluindo a busca por emissões líquidas zero de CO2 até 2050. Nosso objetivo é atingir €10 bilhões em vendas de “Loop Solutions” – produtos que fecham o ciclo, sendo baseados em matérias-primas renováveis ou recicladas, ou que estendem o ciclo, oferecendo maior desempenho com menos recursos.
Fornecemos soluções, expertise técnica e visão estratégica para apoiar nossos clientes a navegar nesta transformação. A jornada rumo a um futuro mais sustentável para as embalagens de papel é um esforço colaborativo, impulsionado por inovação, responsabilidade ambiental e parcerias estratégicas.


