Estar na Interpack é sempre uma oportunidade para entender para onde a indústria global de embalagens está caminhando. E a edição deste ano deixou algumas mensagens bastante claras.
A primeira delas é que sustentabilidade mudou definitivamente de lugar na conversa, na minha opinião. O tema já não aparece mais como diferencial em projetos isolados, mas como um atributo praticamente obrigatório nas soluções apresentadas. Redução de impacto ambiental, eficiência no uso de recursos e circularidade já fazem parte do ponto de partida de muitas tecnologias.
Outro aspecto muito presente foi o alinhamento da indústria europeia às exigências da PPWR. Em vários casos, ficou evidente que o desenvolvimento das embalagens já está sendo direcionado para atender às novas regras da regulamentação, seja por meio de maior reciclabilidade, redução de peso ou aumento do uso de material reciclado.
Em termos de materiais, a feira trouxe menos rupturas e mais evolução. Muitas tecnologias que já vinham sendo apresentadas em edições anteriores aparecem agora mais maduras e com maior viabilidade de aplicação industrial e escala.
Por outro lado, a evolução foi bastante clara no campo dos equipamentos e processos de embalagem. Fabricantes demonstraram avanços em eficiência, rendimento e otimização de insumos, com automação e inteligência de processo cada vez mais integradas às linhas.
No geral, a sensação que tive é de um setor cada vez mais pragmático, com menos promessas para o futuro e mais soluções prontas para ganhar escala, combinando eficiência industrial com as novas exigências de sustentabilidade.



