Uso de resina reciclada e estruturas monomateriais estão entre as estratégias adotadas para diminuir impactos ambientais e ampliar a circularidade do plástico

A busca pela redução das emissões de gases de efeito estufa tem impulsionado avanços também na indústria de embalagens plásticas flexíveis. O movimento passa pelo desenvolvimento de soluções que conciliem a função essencial da embalagem, como proteção e segurança do produto, com maior eficiência no uso de recursos e mais possibilidades de reciclagem ao longo da cadeia. Nesse cenário, as indústrias têm ampliado investimentos em matérias-primas, tecnologias e processos capazes de aliar desempenho técnico, competitividade e avanços ambientais.
Na avaliação do coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento da Chromoplast Embalagens Plásticas, Moisés Silveira, a indústria evoluiu significativamente nos últimos anos, utilizando diferentes estratégias para reduzir as emissões de gases de efeito estufa na fabricação de embalagens flexíveis. “Estruturas monomateriais, redução de espessura, incorporação de resina reciclada pós-consumo (PCR), aumento da reciclabilidade e projetos voltados ao ecodesign mostram que é possível reduzir o impacto ambiental sem comprometer a proteção do produto”, destaca.
Silveira ressalta ainda que a análise sobre os impactos de uma embalagem precisa considerar todo o seu ciclo, incluindo desenvolvimento, utilização e destinação após o consumo. “Quando a embalagem é corretamente desenvolvida, utilizada e encaminhada para reciclagem, ela deixa de ser resíduo e passa a ser matéria-prima para novos produtos, fortalecendo a economia circular”, explica.
Caminhos para ampliar a circularidade
Entre as estratégias adotadas pela indústria estão investimentos em eficiência energética, modernização de equipamentos, utilização de energia proveniente de fontes renováveis, otimização logística e desenvolvimento de estruturas que favoreçam a reciclagem.
Conforme relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o design para circularidade passa, entre outros aspectos, pela simplificação do número de polímeros e outros materiais utilizados nos produtos, preservando as funcionalidades necessárias. O documento aponta que estruturas monomateriais podem favorecer a reciclagem ao reduzir desafios relacionados à separação, identificação, triagem e processamento dos materiais. Também fazem parte desse movimento iniciativas de logística reversa e de reinserção de materiais reciclados na cadeia produtiva.
Essas diferentes frentes são trabalhadas de forma integrada, por exemplo, na Chromoplast Embalagens Plásticas, e incluem pesquisa e desenvolvimento de novas estruturas, eficiência nos processos produtivos e uso de energia proveniente de fontes renováveis.
“O objetivo é desenvolver embalagens tecnicamente viáveis, que mantenham a proteção e a segurança do produto e, ao mesmo tempo, contribuam para uma cadeia mais circular. A redução da pegada de carbono depende de escolhas feitas em diferentes etapas, desde a matéria-prima até a destinação da embalagem depois do consumo”, diz o CEO da Chromoplast, Cledson Francisconi.
Um dos exemplos é a linha Green Shield, que reúne tecnologias voltadas à circularidade e à redução de impactos sem comprometer o desempenho técnico das embalagens. A linha é composta pela Regreen, que utiliza resina reciclada pós-consumo (PCR) em aplicações com até 30% desse material, e pela Monogreen, com estrutura monomaterial desenvolvida para facilitar a reciclagem.
A linha atende segmentos como nutrição animal e pet care, atomatados, pães, medicina animal, azeitonas, maionese e sabonete líquido, entre outros.
Além do desenvolvimento de soluções como a Green Shield, a Chromoplast utiliza energia elétrica proveniente de fontes 100% limpas, adquirida no Mercado Livre de Energia, e investe em tecnologias de processo voltadas ao aumento da eficiência produtiva e à redução de desperdícios.



