Por Daniel Speicys*

A Brasilata desenvolveu a impressão digital para resolver um problema concreto: a impressão offset tornava inviável atender pequenas e médias empresas. Tiragem mínima alta, setup caro, prazo longo. O mercado de PMEs simplesmente não existia para a indústria.
A tecnologia mudou essa equação.
Com impressão digital, pequenos volumes passaram a ser viáveis e a personalização se tornou acessível. Um segmento inteiro de mercado se abriu.
A pergunta seguinte era como chegar até ele e foi aí que o trabalho real começou. A primeira hipótese foi vender para pessoas físicas. Não funcionou. A segunda foi entregar personalização total via e-commerce — o cliente enviava a arte e recebia a lata. O problema: a maioria dos clientes não tinha designer nem sabia o que queria. A terceira foi aceitar qualquer volume. A operação não suportava.
Foram cinco pivôs em seis anos: de B2C para B2B, de personalização livre para catálogo fechado, de qualquer quantidade para lote mínimo viável, de logística própria para operador especializado, de equipe generalista para perfil comercial adequado ao segmento.
A impressão digital abriu a porta. A Loja da Lata só se sustentou depois de entender, na prática, quem estava do outro lado.



