A SIG, fornecedora de sistemas e soluções para embalagens, apresentou recentemente Frank Assis como seu novo diretor de Operações. Com uma trajetória consolidada em gestão industrial e operações, o executivo acumula duas décadas de experiência em ambientes industriais complexos, com atuação no Brasil, América do Sul e Europa.
O executivo é o responsável pela gestão estratégica e operacional das plantas de Vinhedo (SP) e Campo Largo (PR), pela otimização de processos industriais, pelo desenvolvimento de equipes de alta performance e pela condução de projetos voltados à eficiência, inovação e sustentabilidade.
Em entrevista ao portal EmbalagemMarca, Assis falou um pouco sobre como sua experiência em expansão industrial, será aplicada em seu novo desafio.
1 – Fale um pouco da sua experiência no setor de embalagens.
Tenho mais de 20 anos de experiência em operações industriais, com atuação no Brasil, América do Sul e Europa, grande parte deles dedicada ao setor de embalagens para alimentos e bebidas. Ao longo da minha trajetória, liderei operações multi site com mais de 1.200 colaboradores, sendo responsável por plantas que chegaram a representar até 28% do volume de produção da América do Sul, além de operações na Europa com produção anual na casa de bilhões de unidades.
Minha carreira sempre esteve conectada à excelência operacional, turnaround de negócios e expansão industrial. Conduzi projetos relevantes de aumento de capacidade e eficiência produtiva em países como Argentina, Chile, Brasil e em diferentes mercados europeus, com ganhos consistentes em OEE, redução de custos e evolução significativa nos indicadores de qualidade e segurança.
Mais do que resultados operacionais, acredito fortemente na construção de uma cultura de alta performance, baseada em disciplina, dados e desenvolvimento de pessoas.
2 – O senhor assume a gestão das plantas de Vinhedo (SP) e Campo Largo (PR) após uma trajetória internacional. Como essa visão global será aplicada no Brasil?
A minha experiência internacional, com passagens por países como a Suíça, Alemanha e Reino Unido, me permitiu atuar em ambientes altamente competitivos e com diferentes níveis de maturidade industrial. Essa vivência traz uma perspectiva importante sobre como combinar padrões globais de excelência com a agilidade necessária em mercados dinâmicos como o brasileiro.
Na Europa, por exemplo, liderei projetos de turnaround com foco integrado em estratégia, cultura e execução, alcançando ganhos de produtividade em dois dígitos em menos de um ano. Trabalhamos com iniciativas estruturadas de debottlenecking, SMED e melhoria contínua de OEE — sempre com forte disciplina na gestão por indicadores.
Essa abordagem será aplicada no Brasil com foco em três pilares principais:
- Fortalecimento da cultura de alta performance, com desenvolvimento de lideranças e maior engajamento das equipes;
- Excelência operacional orientada por dados, com uso estruturado de indicadores e benchmarking para garantir previsibilidade e consistência;
- Aumento da flexibilidade produtiva, transformando complexidade em vantagem competitiva, ampliando a capacidade de resposta às demandas do mercado.
A SIG já possui uma base tecnológica extremamente sólida e diferenciada. Nosso objetivo é potencializar essa vantagem com processos ainda mais robustos, execução disciplinada e foco total no cliente.
3 – Como integrar sustentabilidade ao núcleo da operação, conectando ESG à performance financeira?
Na SIG, a sustentabilidade não é uma agenda paralela – ela está integrada ao modelo de negócio e às decisões estratégicas. O nosso papel na operação é traduzir essa diretriz global em práticas concretas, com metas claras, governança bem definida e conexão direta com os resultados operacionais e financeiros.
Quando bem estruturada, a sustentabilidade atua como uma alavanca de eficiência: reduz desperdícios, otimiza o uso de recursos, melhora indicadores energéticos e fortalece a resiliência da operação. Além disso, contribui diretamente para a reputação da empresa e para a geração de valor junto aos nossos clientes, que estão cada vez mais exigentes em relação a cadeias produtivas responsáveis.
Nosso foco é integrar indicadores ESG aos KPIs operacionais, garantindo accountability e transformando sustentabilidade em vantagem competitiva — e não apenas em um requisito de conformidade.
4 – A SIG anunciou a expansão das operações para o setor do agronegócio. Como isso será feito?
A entrada em novos segmentos, como fertilizantes e agronegócio, exige uma adaptação estruturada da operação, que passa por engenharia de processo, validação técnica e uma cultura forte de execução. Minha experiência em diferentes indústrias – incluindo embalagens metálicas, e-commerce e logística – reforça que esse movimento precisa ser conduzido com método e consistência.
No caso do agronegócio, os desafios envolvem principalmente requisitos técnicos mais rigorosos, como resistência química, robustez da embalagem e eficiência logística. Ao mesmo tempo, há uma demanda crescente por soluções mais sustentáveis e eficientes ao longo de toda a cadeia.

5 – Como soluções como o Jerribox se encaixam nesse contexto?
O Jerribox surge como uma solução altamente competitiva nesse contexto. Trata-se de um sistema com bag multicamadas que colapsa, evitando a entrada de ar e preservando o produto, além de oferecer compatibilidade com linhas tradicionais de envase e ganhos relevantes em paletização – chegando a 48 unidades de 20 litros por pallet.
Além dos benefícios operacionais, há avanços importantes do ponto de vista ambiental, como a redução significativa no uso de plástico por litro envasado e ganhos em eficiência energética e emissões ao longo do ciclo produtivo.
Nosso papel é garantir que essa expansão aconteça com excelência operacional, mantendo os padrões de qualidade e confiabilidade que são marcas registradas da SIG.


