A marca, criada nos Estados Unidos, desembarca no Brasil com a proposta de transformar e redefinir o conceito de “better energy”. EmbalagemMarca conversou com o sócio fundador, Bernardo Paiva, e com a diretora de marketing, Carolina Bassili, que falaram sobre os planos da companhia no Brasil

Fundada pelo ex-CEO da Ambev Bernardo Paiva e uma equipe com expertise no mercado de bebidas, a Machu Picchu Energy aposta em uma formulação baseada em erva-mate combinada à maca peruana, ingrediente de uso tradicional na alimentação andina. Com zero açúcar e zero calorias, a bebida utiliza cafeína de origem natural e foi desenvolvida para oferecer energia de forma prolongada.
A linha traz três opções de sabores em latas de 350 mililitros: Ocean Citrus, com notas frescas e cítricas inspiradas no ambiente marinho; Alpine Mint, com perfil refrescante e herbal; e Wild Berry, com notas frutadas e vibrantes. A composição possui 120mg de cafeína, combinando extrato de erva-mate com grãos de café verde, e equilibrada com um toque de maca peruana natural, componentes que substituem a cafeína, taurina e adoçantes sintéticos, comuns nos energéticos atuais.
A Machu Picchu nasce do sonho de proporcionar um energético natural que faça as pessoas se sentirem bem e de uma missão de fazer o bem, ajudando crianças em situação de vulnerabilidade.
EmbalagemMarca conversou com o sócio fundador da Machu Picchu Energy, Bernardo Paiva e com a diretora de marketing da empresa, Carolina Bassili. Eles falaram sobre a chegada da nova marca de energéticos ao Brasil e quais são os planos da empresa.
Após anos liderando uma gigante como a Ambev, o que o motivou a empreender no segmento de startups de bebidas e por que a aposta específica no conceito de “better energy”?
Bernardo Paiva – Fechei meu ciclo na Ambev com muito carinho pela companhia e amigos que ficaram por lá. Nesse novo ciclo, queria apostar em um sonho que sempre tive de espalhar energia boa para a maior quantidade de pessoas possíveis. Espalhar uma energia que faça bem e faça o bem. Esse sonho tem 3 pilares: o primeiro é fornecer um energético natural, feito de erva-mate, que é bom para o corpo e para a mente, zero açúcar, zero calorias, leve e saboroso; o segundo é inspirar as pessoas a viverem uma vida mais próxima à natureza e ao ar livre como a forma mais genuína de se conectarem consigo mesmo, com os outros e melhorarem sua saúde mental. Pessoalmente uma forma que eu encontrei de relaxar e me conectar comigo mesmo foi através do surfe – uma paixão minha e que nos uniu com o Co-Fundador da marca e 3x campeão mundial de surfe, John John Florence; por último mas não menos importante, é ajudar crianças que vivem em situações de vulnerabilidade, com educação e oportunidades. Por isso, doamos 1% da nossa receita para essa causa e ONGs parceiras, além do nosso próprio tempo.
O mercado de energéticos é tradicionalmente dominado por fórmulas sintéticas com taurina e açúcares. Como foi o processo de P&D para chegar a uma composição que utiliza erva-mate, maca peruana e café verde?
Bernardo Paiva – A Machu Picchu está lançando agora no Brasil, porém ela se originou nos Estados Unidos em 2022. Desde então, tivemos um processo de P&D cheio de aprendizados. Desde o começo tínhamos a certeza de que queríamos de um produto que fizesse bem às pessoas – tanto ao corpo, quanto à mente. Um dos nossos sócios é o Silvio Luiz Reichert, um gigante da indústria e que traz expertise técnica sobre o setor de produção de bebidas e inovação. Juntos, vimos uma tendência no mercado Americano de alguns novos produtos que tinham como base a erva-mate e sua cafeína natural. Essa foi nossa grande inspiração. Vimos a necessidade de incluir algum adaptógeno que equilibrasse essa energia toda, e trouxesse uma experiência ainda mais agradável e gradual, sem tremedeiras ou palpitações. No final, decidimos pela Maca Peruana, um ingrediente que além de latino, é natural e encontrado no país do patrimônio cultural mundial Machu Picchu. Tudo se encaixou aí, e junto da experiência do Silvio Reichert com parceiros de produção, conseguimos chegar em um energético natural, feito de erva-mate, zero açúcar e zero calorias, sem gás, leve, refrescante e saboroso.
A Machu Picchu utiliza Stevia para eliminar adoçantes como Aspartame e Sucralose. Como essa escolha impacta o custo de produção e qual tem sido a aceitação do paladar do consumidor brasileiro, acostumado a opções extremamente doces?
Bernardo Paiva – Desde o começo da produção, sabíamos que o uso de adoçantes sintéticos como Aspartame e Sucralose estavam fora de cogitação. Nosso objetivo é trazer um produto que seja realmente bom para os consumidores e que traga uma energia natural de verdade. Entramos nessa etapa já cientes disso, com um investimento em qualidade alocado para essa construção, e dispostos a fazer inúmeros testes até chegar no sabor perfeito. Para nós, o sabor e drinkability do nosso Energy Mate sempre foi de extrema importância. Para além de funcional e energético, ele precisa ser saboroso e fácil de ser consumido. Vimos no Pure Blend de Stevia uma oportunidade de trazer dulçor verdadeiramente natural , sem ofuscar o corpo do líquido e o sabor do mate. Temos visto uma aceitação grande do consumidor brasileiro, que apesar de gostar de opções doces, também gosta e conhece bem o sabor da erva-mate e reconhece no nosso líquido um bom equilíbrio. Além disso, temos 3 sabores disponíveis – o Alpine Mint, que traz uma refrescância a mais, o Ocean Citrus que remete ao mate com limão, e o Wild Berry que atende ao público que gosta de produtos mais adocicados. Assim, atendemos a todos os gostos.
Atualmente, a linha conta com três sabores (Ocean Citrus, Alpine Mint e Wild Berry) em latas de 350ml. Existem planos para diversificar o portfólio de embalagens para outros formatos?

Carolina Bassili – Nosso plano é primeiramente focar nos nossos três sabores de Energy Mate em lata e garantir que eles se tornem uma opção top of mind para consumidores de energéticos e bebidas funcionais. Gostamos do formato da lata 350ml por ele ser mais ecológico e altamente reciclável – principalmente aqui no Brasil, que é líder global em reciclagem de alumínio. O alumínio também garante um resfriamento ágil e também pela praticidade – somos uma marca que inspira as pessoas a irem ao ar livre e em encontro com a natureza através de esportes e atividades como por exemplo o surfe ou o futevôlei, e a lata é ideal para essas ocasiões de consumo. Além disso, o tamanho e volume de 350ml nos permitiu trazer um líquido que fosse leve e tivesse uma quantidade de cafeína equilibrada.
A marca foi fundada nos Estados Unidos, mas agora expande para o Brasil. Sendo a erva-mate um ingrediente nativo da América do Sul, como você enxerga o potencial de “repatriar” essa matéria-prima em um formato de bebida premium?
Carolina Bassili – O potencial é enorme porque o brasileiro já tem uma conexão afetiva e cultural com o mate, mas o consumidor estava carente de uma opção que unisse essa tradição à funcionalidade moderna. Nos EUA, vimos que a erva-mate é uma ‘superfood’ pela sua energia limpa. Ao repatriá-la, não estamos apenas vendendo uma bebida, estamos oferecendo uma evolução do hábito. É o mate que o brasileiro conhece, mas potencializado por adaptógenos e livre de químicos, ocupando um espaço que hoje é dominado por sintéticos que não conversam com o estilo de vida saudável do nosso país. Além disso, o nome da nossa marca já homenageia a força da América Latina, e nada mais justo do que trazer nossa principal matéria-prima para casa. Queremos que o brasileiro sinta orgulho de consumir uma energia que vem da nossa terra, processada com tecnologia de ponta e que, ainda por cima, gera impacto social positivo nas nossas comunidades.
A empresa destina 1% de sua receita para apoiar crianças em comunidades vulneráveis. Quais são as metas de impacto para as operações brasileiras no curto prazo?
Bernardo Paiva – Além de já apoiarmos ONGs no Peru e no USA, nossas metas para nosso primeiro ano aqui no Brasil, com esse modelo, são consolidar nossa relação com a Gerando Falcões aqui no Brasil e garantir educação, capacitação e atividades extracurriculares e ao ar livre às crianças que precisam dessas oportunidades. Além das doações, temos o Eduardo Lyra, fundador e CEO da Gerando Falcões, como embaixador da marca no Brasil, personificando esse nosso valor tão importante. Queremos trazer impacto para além da doação monetária, portanto temos horas homem separadas no time para estarmos presentes e próximos às ONGs apoiadas, e oferecer nosso tempo e experiência para ajudá-las em suas gestões. Além disso, temos a meta de realizar ações que unem nossos embaixadores de marca com essas crianças e gerar conexão e inspiração para todos os envolvidos – temos muito o que aprender uns com os outros.
Os energéticos Machu Picchu estão disponíveis em redes selecionadas de São Paulo e Rio de Janeiro. Como está sendo planejada a expansão para o restante do país e América Latina?
Carolina Bassili – Estamos construindo uma marca sólida nas nossas principais praças, que são o Rio de Janeiro e São Paulo, com pilares de marca claros e uma visão de longo prazo. Queremos deixar um legado não apenas através de um produto inovador, mas inspirar outras empresas a terem um modelo de negócio que faz o bem também. Começamos nessas duas grandes cidades para consolidar nossa imagem em pontos de venda considerados premium e chave para a indústria, mas queremos eventualmente expandir nossa atuação para o resto do país. Atualmente também estamos disponíveis para venda na Amazon, atendendo ao Brasil inteiro via e-commerce. Os planos para a América Latina são de longo prazo, porém vêm antes de mercados como a Europa ou a Ásia.

