Projeto desenvolvido pela Braskem, 3M e MagSac incorpora o ecossistema Wenew e alia desempenho técnico à redução estimada de 24% na pegada de carbono da embalagem

A Braskem, em parceria com a 3M e a MagSac Embalagens, anuncia uma nova embalagem, para os protetores auriculares 1100 e 1110 da 3M, desenvolvida com 50% de resina reciclada pós-consumo (PCR) do portfólio Wenew. Segunmdo a companhia, a embalagem mantém a qualidade, a resistência e o desempenho, além de apresentar uma redução estimada de 24% na pegada de carbono, em comparação à versão com resina virgem.
A nova solução usa o Wenew, o ecossistema global da Braskem dedicado à economia circular, e é a primeira do seu segmento na América Latina que substitui parte do plástico comum por material reciclado pós-consumo. “Projetos como este evidenciam que é possível dar uma nova vida aos resíduos plásticos e ampliar o uso de materiais reciclados em produtos do dia a dia. Além disso, a colaboração entre diferentes empresas é algo fundamental para acelerar a economia circular e aumentar o impacto positivo dessas iniciativas”, afirma Pier Pesce, head do Cazoolo e líder de Desenvolvimento de Negócios em Economia Circular na Braskem.
“A solução cria uma plataforma escalável para expansão global de outros produtos da linha, permitindo o uso anual de cerca de 180 toneladas de material reciclado pós-consumo”, explica Alessandra Bassotelli, engenheira de embalagens da 3M e líder do projeto de sustentabilidade.
Além de ser a primeira embalagem flexível da América Latina para este tipo de aplicação com 50% de PCR, o projeto incentiva uma plataforma escalável para a expansão global, apoia futuras aplicações em outras linhas de produto e atende aos padrões de qualidade e às exigências regulatórias do mercado. “Para a MagSac, este projeto representa um marco na nossa trajetória de inovação em embalagens flexíveis. Trabalhar com parceiros como a Braskem e a 3M nos permitiu superar desafios técnicos reais e entregar uma solução que une performance e responsabilidade ambiental. Estamos orgulhosos de fazer parte de uma iniciativa que coloca o Brasil na vanguarda do uso de materiais reciclados pós-consumo em embalagens flexíveis e que abre caminho para uma expansão global”, Oswaldo Delfin Nogueira, diretor na MagSac.
A viabilidade da solução foi validada por meio de testes técnicos e da Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), sendo conduzidos pela equipe de engenharia de embalagens da 3M. O projeto está ainda alinhado às diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que estabelece o conceito de logística reversa como instrumento de desenvolvimento econômico e social. A iniciativa também atende aos requisitos regulatórios internacionais relacionados à ampliação do conteúdo reciclado em embalagens, o que inclui o novo regulamento da União Europeia para embalagens e seus resíduos (EU PPWR – Packaging Waste) e a lei da Califórnia (SB-54), de 2022, focada em organizar o destino das embalagens.


